quarta-feira, 24 de março de 2010

Sono ou Realidade?

autora:Gabriela Ferreira

Em um belo dia no século XV, uma menina chamada Raquel saiu para passear. Chegando em uma praça cheia de árvores, parou para descansar.
Quando acordou, estava em uma avenida bem movimentada com carros, motos, caminhões e bicicletas. E ela disse para si mesma:
- Mas onde eu estou? E o que são isso na rua?
Acostumada apenas com cavalos e carroças, Raquel não sabia o que era carros, motos... Em fim, ela não sabia nem onde estava. Andando, sem saber aonde ia, ela entrou em um shopping e viu muitas pessoas com sacolas.
Um garoto, de mais ou menos 16 anos, há viu olhando atentamente às lojas, com os olhos arregalados. O menino chegou perto dela e perguntou:
- Oi, tudo bem? Você esta pedida? Vamos sentar para conversar?
Ela assustada, conversando com um estranho, mas mesmo assim respondeu sem jeito:
- Oi, to bem! É, pode-se dizer que sim. É por que, eu estava passeando perto da minha casa e parei para descansar, e quando acordei eu já estava aqui.
- Eu posso te ajudar? - disse o menino.
- Pode sim, mas como é o seu nome? - perguntou ela.
- Bruno. E o seu? – disse ele.
- Raquel, e por favor, me mostre a cidade.
Eles começaram a andar. Pararam em uma praça para tomar sorvete. Eles se olharam, e deram um beijo.
Raquel sentiu um beliscão, ela acordou e viu a sua mãe chamando ela para almoçar.
Ela disse do sonho para sua mãe e sua mãe à chamou de louca.

Do meu preferido.


autora: Alana de Paula


"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou

Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia . Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.

Demasiadas palavras , fraco impulso da vida.

autora: Roberta Bruna Barroso Matias


Meu ultimo desabafo, meu ultimo suspiro, meu ultimo grito de angustia, minhas ultimas palavras dessa saudade que machuca.

A gente até engana os outros de que é feliz, mas por dentro a solidão só aumenta.

Eu sempre disse a mim mesma: é claro que isso passa. É claro que eu vou esquecê-lo, e um dia esse vazio vai ser preenchido dentro de mim..Parece até que isso era uma espécie de talismã pra que eu pudesse continuar toda vez que via alguma foto sua, toda vez que alguém mencionava seu nome, quando eu involuntariamente relia cartas antigas, sentia seu perfume na rua ,toda vez que acordava assustada com os meus sonhos, ou em alguma noite que não conseguia dormir com medo da chuva.desejando a sua companhia, nem que fosse só pra me abraçar. É, mas no fundo eu também sabia que esse talismã não servia pra nada. Porque quando alguém me perguntava por ele, meu coração continuava acelerando, quando eu sentia seu perfume, minhas pernas ainda ficavam bambas , e quando eu sonhava com ele, eu continuava acordando encolhida agarrando o travesseiro numa tentativa fracassada de substituí-lo.

A verdade é que, eu sempre achei que seria triste tirar esse sentimento de dentro de mim. Eu me agarrava ao resto que sobrará do meu amor, implorando pra que ele ficasse, ainda que doesse mais do que cabe em mim, eu implorava pra que pelo menos esse amor que eu sinto não me deixasse, que pelo menos ele, ainda que insuportável, não desistisse.

Sim, no lugar mais íntimo do meu eu, eu sabia que não ia passar, porque eu não queria que passasse. E toda vez que eu o encontrava, me vinha na mente tudo aquilo que eu insistentemente fingia tentar esquecer. Toda vez que o encontrava eu continuava a sentir um embrulho no estômago e um calafrio que só a sua presença podia causar.

terça-feira, 23 de março de 2010



Lembranças de um verdadeiro amor

autora:Samara M° Prado da Silva


No começo era só uma musica , lenta , antiga e que falava de amor com muita certeza ,mas aquele som que eu escutara de longe me lembrava alguma história que não me vinha a cabeça ou que eu não queria lembrar , tenho ficado triste por muito tempo , não pela minha corrida vida de médica ,mais por lembra todos os dias que eu perdi meu único verdadeiro amor.

O som da música assobiada de longe naquela tristeza de muito tempo me despertava um intensa alegria ,que me lembrara o porque ter escolhido a profissão de médica .

Quando era criança tinha um amigo que sempre quando eu precisava estava do meu lado , com a nossa juventude nos tornamos namorados , mas não durou muito tempo.
Pois um problema invadiu nossas vidas deixando todos tristes .Ele descobrira que estava com câncer é me abraçou e disse que essa musica que escutara iria sem eternamente nossa .

Muitos messes se passaram a situação de sua doença piorava pois já havia messes que estava na fila de um hospital publico , o tempo passou e não tinha mais jeito , me dizendo sua ultima palavra o meu verdadeiro e único amor partira , e me deixara na solidão .





Por : Samara Prado